Marulho Oceânico é uma homenagem ao poema "Barco Bêbado", de Rimbaud explorando sonora e imageticamente aspectos como imensidão, imersão, ruído, movimentos e ondulações, bem como azul tendo como temática o mar. A peça vem adquirindo versões diferentes durante a trajetória do duo.

    1. CD Jardim das Gambiarras Chinesas (2009)

    2. Audio e video live eletronics (video acima) (2009-2010)

    3. CD Limiares - nmenosvideo (2012)

    4. Trans-oceânico - transmissão de audio em rede (2012)


A primeira versão, sem imagem, foi registrada no disco Jardim das Gambiarras Chinesas.


A segunda versão, explorando imagens e sons abstratos, numa variação mínima conduzida pelos músicos em performance ao vivo (video acima).


A terceira versão,  gravada no CD nmenosvideo parte da improvisação vocal como parâmetro de um filtro para modular o ruído a partir do atrito da agulha num vinil não-gravado. Os parciais da voz são analisados a partir de um patch em Pure Data, que conectado com um script no programa Csound, controla parâmetros de síntese granular. Os sons emergem como pequenos traços melódicos adicionados aos acordes filtrados pelos parciais da voz. A performance que apresentamos aqui foi gravada em performance ao vivo. 2012


A quarta versão chama-se Marulho trans-oceânico, é para dois computadores preferencialmente separados por um oceano, estando os performances em continentes diferentes. A performance explora a transmissão de audio e os codex de streaming via internet, bem como os protocolos de controle em rede com o objetivo de “sincronizar” os computadores para gravem o audio “simultaneamente”.  

Marulho Oceânico